ENTRE A TRADIÇÃO E A TRANSFORMAÇÃO: CULTURA ORGANIZACIONAL, MODELOS MENTAIS E RESISTÊNCIA À MUDANÇA NOS CORREIOS BRASILEIROS
Este artigo analisa a relação entre cultura organizacional, modelos mentais e resistência à mudança nos Correios, considerando a tensão entre o imaginário construído pelos atores organizacionais e as transformações requeridas pelo setor postal contemporâneo. O estudo parte da questão de como os elementos simbólicos presentes na percepção dos empregados se relacionam com os desafios de modernização e adaptação da empresa ao ambiente competitivo e tecnológico. Trata-se de pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, desenvolvida mediante estudo de caso e análise de conteúdo. Foram examinadas aproximadamente quatro mil respostas coletadas entre 2023 e 2025, nas quais empregados dos diferentes níveis hierárquicos foram convidados a representar os Correios por meio de cinco palavras-chave. Os dados foram sistematizados e codificados com o auxílio do software MaxQDA e interpretados à luz das contribuições sobre cultura organizacional, modelos mentais e prisões psíquicas. Os resultados evidenciam a predominância de representações associadas a orgulho, essencialidade, confiança, tradição, excelência, grandeza, família, soberania e história, revelando um imaginário fortemente vinculado à trajetória e à relevância histórica da instituição. Em contraste, elementos relacionados à inovação, agilidade, tecnologia, competitividade e adaptação aparecem de forma pouco expressiva. Conclui-se que essa configuração simbólica pode constituir um fator de rigidez cultural e dificultar a construção de novos referenciais para a transformação organizacional, sobretudo diante das mudanças estruturais do mercado postal e logístico. O estudo aponta, portanto, para a necessidade de articular preservação da identidade institucional e renovação dos modelos mentais que orientam a organização.
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Este artigo analisa a relação entre cultura organizacional, modelos mentais e resistência à mudança nos Correios, considerando a tensão entre o imaginário construído pelos atores organizacionais e as transformações requeridas pelo setor postal contemporâneo. O estudo parte da questão de como os elementos simbólicos presentes na percepção dos empregados se relacionam com os desafios de modernização e adaptação da empresa ao ambiente competitivo e tecnológico. Trata-se de pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, desenvolvida mediante estudo de caso e análise de conteúdo. Foram examinadas aproximadamente quatro mil respostas coletadas entre 2023 e 2025, nas quais empregados dos diferentes níveis hierárquicos foram convidados a representar os Correios por meio de cinco palavras-chave. Os dados foram sistematizados e codificados com o auxílio do software MaxQDA e interpretados à luz das contribuições sobre cultura organizacional, modelos mentais e prisões psíquicas. Os resultados evidenciam a predominância de representações associadas a orgulho, essencialidade, confiança, tradição, excelência, grandeza, família, soberania e história, revelando um imaginário fortemente vinculado à trajetória e à relevância histórica da instituição. Em contraste, elementos relacionados à inovação, agilidade, tecnologia, competitividade e adaptação aparecem de forma pouco expressiva. Conclui-se que essa configuração simbólica pode constituir um fator de rigidez cultural e dificultar a construção de novos referenciais para a transformação organizacional, sobretudo diante das mudanças estruturais do mercado postal e logístico. O estudo aponta, portanto, para a necessidade de articular preservação da identidade institucional e renovação dos modelos mentais que orientam a organização.
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